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segunda-feira, novembro 29, 2004

Mallakut - o Orkut by Malla

Confesso para vocês: acho que enchi o saco do Orkut. Pra mim, ele virou um “mallakut” – no mau sentido da palavra “mala”, e com 2 “L” só pra ser mais mala ainda, como eu, hehehehe!!!

No começo, tudo festa. Eeeeee! Fulano da 3ª série me achou! Eeeeeeeeee! Minha amiga da aula de Anatomia das Espermatófitas ressurgiu. Eeeeeeeee! Eeeeeee! E viva o Google pela idéia brilhante!!

Achei bem legal rever essa galera que estava desaparecidíssima da minha vida: vários amigos de infância, pessoas com quem convivi na faculdade, amigos de longa data que encontrei pelas esquinas da vida ressurgiram das cinzas feito fênix através do Orkut. Que delícia! Fora a loooooonga lista de pessoas MARAVILHOSAS que conheci através dele, amigos virtuais que um dia muito breve espero se tornem reais. E que eu saia com cada um para tomar um guaraná Antarctica bem gelado e comer um mega-pastel de frango com catupiry da feira...

Ainda visito as minhas comunidades prediletas (“Diabetes Brasil” e filhotes dela, “Brasileiros na Ásia”, “Colégio Marista-Vila Velha”...). Algumas comunidades, embora não participe ativamente, ainda dou umas olhadinhas de vez em quando e até arrisco um comentário ou outro (“Brasileiros no Hawai'i”, “Arnaldo Antunes”, “Bar do Leão” – bar que eu frequentava todos os dias na faculdade, o famoso ponto de encontro da galera – entre outras). E dou muuuuitas risadas solitariamente tomando minha xícara de café e lendo os comentários dos meninos na comunidade “Fluminense” (sim, é uma comunidade quase clube do Bolinha). Porque afinal, discutir futebol é isso aí, papo de boteco: nenhuma lógica, muita confusão nonsense apaixonada e várias goladas pra dar risada. Sem estresse.

E pra mim, o Orkut valeu a pena por essas boas sensações nostálgicas, e pelos novos amigos, e pelas risadas. Pelo relaxamento neuronal.

Mas depois... o Orkut se tornou inexplicavelmente estranho depois que uma enormidade de trolls apareceram. E várias comunidades de ódio. E inúmeras propagandas nada a ver. E pessoas totalmente desconhecidas aparecendo no meu scrapbook pedindo para serem adicionadas ao léu, ou com comentários escabrosos – deletei todos sem pensar duas vezes. E discussões infindadas que sempre terminavam em agressão uns aos outros. E pessoas sem-educação para ouvir e respeitar a opinião alheia. Ah! E fora os ladrões de fotos dos outros!! Gente, eu não tenho coragem de fazer um download de uma foto particular de uma pessoa que eu não conheço e usar pra nada! (Tenho a sensação que sou a única panaca que pensa assim na Terra virtual, mas sei lá...) Isso tudo foi me dando um nervoso...

Aí pensei: oras, eu vou lá se quiser, não é mesmo? Tenho total liberdade de clicar e puff! desaparecer daquele pedaço. E foi o que fiz.

Mas só de saber que existem pessoas com esse nível de preconceito, pessoas “malas” (sem o sorriso no rosto e a alegria de viver da “Malla” aqui, hehehhehe), gente de coração trancado e cérebro de formiga – coitada, não xinguemos as formigas, que são tão espertas construindo o formigueiro delas, verdadeira obra arquitetônica.

Enfim, isso dói no meu coração... sou sentimental, utópica e acredito nas pessoas, é isso aí. E meio Poliana.

Tudo de bom sempre.

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