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sábado, dezembro 24, 2005

Foi Natal

Hoje já é dia 25/dezembro, a ceia de Natal já foi degustada e estou agora curtindo o dia seguinte, com muita preguiça.

O Natal por aqui foi branco. A neve está por todo o país, devido à tempestade intermitente da semana. Muito frio. O coreano em si não tem nenhuma tradição específica de Natal - aliás, nem é feriado aqui. Mas uma boa parte deles vai às igrejas cristãs, onde um festival de atividades litúrgico-sociais acontece. Perguntei à minha vizinha sobre "comidas típicas" do Natal coreano, e a resposta foi um insosso "não tem nada especial". É extremamente interessante que apenas o lado mercantilista do Natal tenha sido absorvido pela cultura asiática. Em todas as lojas há árvores de Natal, musiquinhas natalinas, etc. mas não há o "espírito de Natal". Sem dúvida, estranho.

E no meio dessa estranheza toda, os brasileiros se reuniram na semana passada para uma comemoração de Natal em Seul, organizada primorosamente (como sempre...) pela Associação Brasil-Coréia. Num restaurante estilo bufê, demos risadas e desejos de um feliz Ano Novo a esses companheiros de pátria também perdidos pelo mundo de Confúcio. Uma tribo curiosa.

Curiosa também é essa semana entre Natal e Ano Novo, quando as pessoas ficam nessa intensa expectativa, nada se resolve, e tudo se desmancha em festejos. Réveillon é um de meus feriados prediletos, principalmente por causa da tradição do vestuário branco, que causa emoção a qualquer um que veja. Aliás, uma menina havaiana que conheci havia passado um Ano Novo em Salvador, e disse que a coisa mais emocionante que presenciou foi o Ano Novo com todos de branco, um espetáculo simbolizando a paz. É realmente muito bonito.

Meu Réveillon perfeito sempre foi e sempre será numa praia. Já passei Ano Novo em Boston (2000-2001), vendo esculturas de gelo - e congelando a mão - , já passei no Pantanal (2003-2004), comendo a melhor costela da minha vida, mas nada se compara à festividade ouvindo o barulho das ondas, sentindo o cheiro da água salgada ao redor, com os sapatos (ou chinelas) sujos de areia. Nessa lista pelas praias, já passei festas memoráveis. A virada do milênio em Arraial d'Ajuda. A passagem de 2002-2003 em Waikiki. A loucura lotada de Copacabana (1996-1997). Os vários Réveillons simples e emocionantes na praia em que cresci, por vários anos não-consecutivos - um festejo que sempre acabava na casa de algum dos meus amigos de infância até o sol raiar. Essa virada também será na praia, o que já me dá uma ponta de certeza de que a festa não decepcionará.

Espero que todos que venham a ler essas linhas mal-traçadas tenham aproveitado o Natal, refletido sobre o ano de 2005 que está dando seus últimos suspiros, e que comece a se preparar para a bonança que virá junto com o novo ano. Prepare suas roupas brancas e seus pedidos a Iemanjá. E principalmente, prepare o coração para as novas emoções que o mundo com certeza trará.

Tudo de bom sempre nesse Natal (que já foi) e nesse 2006 que vem por aí, novinho em folha, para todos os que passam por aqui viajando comigo.

Um mundo a ser conquistado de presente para todos!
Reciclagem de Natal: o cartão foi originalmente feito no ano passado, para o álbum do blog da Denise, e estou reciclando-o para esse ano, com os mesmos votos de muitas viagens a todos em 2006! Temos um mundo a ser conquistado pela frente, esse é o maior presente de Papai Noel! Aproveitem!

P.S.: Feliz aniversário, DaniCast! Sua surrealidade é uma das delícias do mundo virtual!

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