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quarta-feira, janeiro 25, 2006

Janeiro em poucos parágrafos

1 semana sem blogar - ironicamente estando no computador quase o tempo todo. Inacreditável. Não desencanei desse espaço, pelo contrário: cada vez mais me apego a ele e quero compartilhar idéias e pensamentos aleatórios. Entretanto, janeiro passou, e esse blog esteve viajando por Palau o tempo todo - e se duvidasse, continuaria viajando, porque Palau é maravilhoso mesmo. Mas é chegada a hora de viajar na maionese um pouco. Para não perder o rumo total, gostaria de fazer um pequeno resumo de algumas atividades do mês que já está quase no fim, antes de botar a mão na massa dos tantos posts acumulados que estou amaciando.

Em janeiro, depois que cheguei de Palau, pus-me a reorganizar minha vida virtual, e comecei do básico: backup. Apesar de eu estar no computador por esses dias, a recíproca não tem sido verdadeira. O computador aos poucos está me deixando. Ainda não deu nenhum piripaque mais crítico, mas já mostra sinais de lentidão exagerada, dificuldade em respirar a informação que lhe digito, e insuficiência de memória crônica. Algo como Alzheimer cibernético. Mal consegue abrir 3 softwares ao mesmo tempo - dependendo do programa (Adobe Photoshop, por exemplo) só abre um. Sábado passado, a tecla "delete" caiu, literalmente, e agora, tenho que tomar cuidado triplicado ao escrever qualquer linha, porque para apagar o erro é um exercício dobrado, tenho que mirar o centro da borrachinha que aciona a tecla normalmente (o meu laptop, modelo antiguérrimo da Mac, não tem "backspace", o que poderia me aliviar um pouco). Não consegui colar a tecla, e ela está aqui, servindo de enfeite na escrivaninha, deletando madeira. Frente a tantos desgastes, resolvi agir: o tão adiado plano de backup precisava entrar em ação imediatamente, e desde domingo, não parei. Todas as músicas, fotos, documentos, etc. estão sendo transportados para um local onde serão imortalizados até que um USB os separe. Alzheimermente, o computador leva muitas horas para passar poucos GB, e nessa novela tenho vivido desde domingo.

E eu dependo do computador para comunicar-me com minha família. Minha querida prima diabética está internada desde o Ano Novo, quando abusou das guloseimas e teve uma crise hiperglicêmica séria, indo parar no hospital. Para saber de seu estado, comunico-me com minha tia pelo MSN, e infelizmente, quando o MSN está ligado - e eu quero deixá-lo ligado o tempo todo para ter mais notícias - mal consigo abrir outro programa. O computador, mais uma vez, mostra suas fraquezas quase-humanas.

Em janeiro também, a Associação Brasil-Coréia (um primor de organização, nota 10 em todos os eventos de que até agora participamos) apresentou um filme brasileiro com legendas em inglês, e fomos assistir com uma amiga coreana "Os 2 Filhos de Francisco". Eu até gostei, mas acho exagerado indicarem o mesmo para o Oscar. Não é definitivamente filme para Oscar, em minha opinião. A cena final, embora emocionante e que me fez chorar muito, é totalmente desnecessária, um marketing forçado. Mas também, posso estar errada, afinal eu não via um filme brasileiro há tempos, só sei o que se passa pelas telas tupiniquins lendo jornais e blogs. (E o que é um "filme para Oscar", Lucia Malla? Comercial, acima de tudo, não é mesmo? Preciso rever conceitos. Talvez "2 Filhos de Francisco" seja para Oscar sim...)

Outro filme que fomos assistir foi "King Kong". Um filme tenso, interessante, exceto pela parte da "corrida dos dinossauros". Parecia que Peter Jackson queria refazer "Jurassic Park" - embora os dinossauros tenham existido no original da década de 30, não precisava ter sido tão elongado dessa vez. Entretanto, foi legal saber que aqueles invertebrados nojentos que atacaram o grupo desbravador no filme eram na verdade reproduções agigantadas de insetos reais endêmicos da Nova Zelândia, onde o filme foi filmado. Isso eu achei extremamente cool.

Sábado é o Ano Novo Chinês, entraremos no ano do Cachorro. Ano passado, nessa época confusa na Ásia, estávamos... na China, mais precisamente em Hong Kong na noite da virada do ano. Uma viagem inesquecível, que está narrada aqui em vários posts.

O mês passou. Trabalhei, senti frio, vi muitos CSIs e brinquei com Catupiry. Nada de novo no front - e todos os dias uma novidade qualquer para eu viajar na maionese. A vida é mesmo uma aventura, mesmo cotidianamente vivida.

E agora, deixa eu continuar meu backup, para poder voltar às atividades normais do meu bloguinho querido o mais rápido possível.

Tudo de bom sempre.

P.S.: *Feliz aniversário, São Paulo, cidade que mora no meu coração!

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