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quarta-feira, julho 26, 2006

Corrida por óleo

Leio o jornal esses dias. Eis que acho duas notas que me fazem refletir sobre nossas fontes de energia.

A primeira nota mostra que, não satisfeitos em perfurarem o Alasca (uma das áreas de beleza e riqueza natural mais inacreditáveis do planeta), eis que na fome de petróleo do mundo, os homens de negócio da indústria petroleira já cogitam fórmulas e maquiavelices para contornarem a legislação vigente e perfurarem na última fronteira humana intocável do planeta: na Antárctica. Pergunto-me o que a ONU acha disso - ou se já sabe. Ou se um dia saberá, quando já for tarde demais. (Leiam o primeiro comentário deste post feito pelo Camburizinho, literalmente Mestre em Antárctica, sobre o assunto.)

Aí em outra nota ambiental, descubro que essa semana a indústria de óleo vegetal brasileira se comprometeu a não mais comprar soja procedente de áreas de floresta devastadas na Amazônia (via Hermenauta). Motivos para comemorar! "Uma vitória", sonhei. Mas aí voltei à realidade e comecei a pensar o que os produtores de soja estariam aprontando... afinal, ficar sem lucro é que eles não ficariam, se bem conhecemos a voraz indústria. Num jornal do outro lado do mundo, achei uma possível resposta: a soja brasileira pode se tornar a nova fonte de energia americana. Biodiesel de soja, semente de girassol ou algodão, ambientalmente mais limpo para os EUA - uma bela propaganda positiva para eles e o planeta definitivamente agradece esse primeiro passo. Mas por trás, é a floresta brasileira que pode perder, e muito, se essa soja vier de onde mais fazendas surgem no país: da Amazônia. E por esse lado, o planeta não agradece.

Sei que precisamos de energia para sobreviver. No mundo de hoje, muita. Mas será que há alguma forma de não destruirmos áreas de biodiversidade natural inestimável em troca dessa energia?

Fica a reflexão.

Tudo de bom sempre. Espero.

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- E no dia em que decido comentar problemas de energia neste blog, coincidentemente celebro também o aniversário de um dos meus melhores amigos, que trabalha... na Petrobrás. Mas ele cuida do ambiente, que eu sei bem - afinal, comigo como amiga virtualmente próxima, ele não pode deslizar, hehehehe!!

Feliz aniversário, meu amigo "Capixaba de Brasília"!

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