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quinta-feira, setembro 07, 2006

Uma última palavra sobre Steve Irwin

Li inúmeros artigos nos últimos dias sobre arraias e afins, de relatos de acidentes a problemas de super-uso de banda larga na Austrália por causa da notícia que abalou o primeiro-ministro australiano e considerável parte da blogosfera científica séria - escrevi inclusive o post abaixo para desencargo das melancolias que passaram pelas minhas sinapses de bióloga apaixonada pela vida. Entendo os prós e contras do trabalho dele. A cabeça dói.

Mas é com pesar que digo que infelizmente, o título de "pior artigo de opinião leiga sobre a morte de Steve Irwin" é de um brasileiro. O tom desrespeitoso ao final, confesso, perplexou-me - e olha que eu raramente me abalo com as ruminações mal-humoradas dos outros. Mas, ainda bem que vivemos em 2006 e existe a internet, onde encontrei artigos opinativos mais moderados: os editoriais do Der Spiegel e do New York Times desviaram meus olhos. O mais interessante é que o artigo do Spiegel usa inclusive a mesma analogia que o brasileiro usou, mas com um enfoque tão mais astucioso... Entendo os prós e contras do trabalho dele, entendo as divergências de muitos, mas não entendo desrespeito gratuito.

Uma frase do artigo do NYTimes sumariza bem:

"He was 44 going on 6, and lived, like Sean, (uma criança de 6 anos citada no texto do Times) in a world of fun and excitement that seems a lot richer than most people’s."

E eu, criança de 31 anos apaixonada por bichos, voltei a sorrir. :)

Tudo de bom sempre aos que fazem a vida valer a pena - qualquer vida, sem preconceito de número de cromossomos ou cor do casco.

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